Você com certeza já ouviu um desses nomes: Ferrari, Pernigotti, Nutella, Parmalat, entre outras famosas marcas italianas. Todas elas têm algo em comum: são clássicas e extremamente bem fixadas no mercado, certo? Bem... Nem todas, algumas necessitam de uma ajuda do Decreto Crescimento.

O governo italiano notou que algumas das marcas históricas, como a Pernigotti que fora citada, estão precisando de certo apoio para continuarem existindo.

Criada no ano de 2019, seguindo o padrão de aquecimento dos ministérios italianos que vem se mantendo desde o final do ano de 2018, o Conselho dos Ministros da Itália aprovou um decreto que cria um fundo de pelo menos 100 milhões de euros para proteger as marcas históricas do país, que fazem parte de sua identidade e passado econômico.

A catalizadora dessa decisão foi a crise pela qual passou a Pernigotti no final de 2018. Sendo uma das marcas mais antigas de chocolates de toda a Europa, tendo sido a fornecedora oficial de chocolates para a família real italiana por mais de 60 anos, a Pernigotti é para os chocolates como a Ferrari é para os carros.

A PERNIGOTTI E SEU HISTÓRICO INCRÍVEL

Nascida em 1861 como uma loja comum, a Pernigotti se tornou uma produtora de chocolates conhecida internacionalmente. Foi uma das marcas sobreviventes depois da Segunda Guerra Mundial, ainda que sua principal casa de produção tenha sido destruída durante o embate.

Mesmo sendo uma marca forte que conseguiu atravessar tempos sombrios como a guerra, a mesma não conseguiu se levantar tão bem ao ver os 2 herdeiros da empresa morrerem em um acidente de carro em 1980. Depois disso, a mesma foi vendida para outras grandes marcas que não investiram tanto assim em seu desenvolvimento.

Mantendo uma fábrica obsoleta e agora competindo com gigantes do mercado como a Ferrero, Nestlé e Lindt, a empresa se via à ponto de fechar as portas, se não fosse por conta do Decreto Crescimento.

Este, visa reativar a economia italiana, e por ser um decreto-lei, tem entrada em vigor imediata logo depois da votação do Parlamento.

Quais os impactos desse decreto? Bem, qualquer marca com mais de 50 anos de existência será considerada uma marca histórica, e portanto, terá um registro especial. É dessa forma que o Ministério do Desenvolvimento Econômico está procurando fazer as marcas antigas se manterem no jogo do mercado globalizado atual!

AMOR AO “MADE IN ITALY”

O decreto também obriga às marcas históricas a comunicarem ao governo de um eventual encerramento das atividades. Nesse caso, o Ministério do Desenvolvimento Econômico tentará encontrar um comprador, ou mesmo, procurará alternativas para garantir os empregos e o uso da marca da melhor forma possível.

Quem desrespeitar tal norma está sujeito a multas de até 3% do faturamento.

Além dessas novidades acima descritas, o Decreto Crescimento estabelece a criação de um selo “Made In Italy”, que é voltado aos produtos italianos vendidos no exterior e têm por objetivo combater itens de outros países que tentam emular uma falsa ligação com o País da bota.

O QUE VOCÊ ACHA DO DECRETO CRESCIMENTO?

Alguns enxergam esse tipo de valorização da história italiana como algo válido e louvável, mas há quem enxergue esse tipo de intervencionismo como algo negativo e tóxico para a economia local.

Deveria o Governo Italiano deixar sua economia fluir livremente, ou realmente proteger suas marcas históricas, a fim de glorificar àqueles que fizeram da Itália o país bem sucedido que hoje é?

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E como sempre, se precisar de algum serviço burocrático diante do consulado italiano, sabe bem com quem falar, não é? Com a Prenota4u no [email protected] (:

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