Já havíamos falado aqui no blog dos problemas que estão ocorrendo na Itália por conta do impasse de Salvini e os navios que salvam migrantes em alto mar. Como consequência de todas aquelas desavenças que comentamos no outro post, essa semana, um navio de migrantes foi bloqueado ao entrar em território italiano.

Sabemos que a Itália está passando por dificuldades financeiras, assim como, que já aceitou a entrada de uma série de imigrantes previamente. O ponto é que, ainda não tínhamos visto um barco ter sido realmente bloqueado de entrar nos portos do país.

O Sea Watch 3, navio já “carimbado” nas autoridades italianas, levava 42 deslocados internacionais em seu interior, e estava há mais de 10 dias em alto mar. Nessa quinta-feira, dia 27 de junho, tentou entrar em território italiano no porto de Lampedusa e foi impedido pelos oficiais.

O NAVIO DE MIGRANTES CONTINHA 42 INDIVÍDUOS QUE FORAM IMPEDIDOS DE DESCER EM SOLO ITALIANO

A embarcação, que pertence à ONG alemã Sea Watch, resgatou mais uma vez, diversos migrantes internacionais nos mares do mediterrâneo. A 47 milhas náuticas da costa da Líbia, 42 pessoas se viam à deriva. O navio resgatou estes deslocados e tentou levar para Lampedusa, e após duas semanas parado, violou ordens diretas de Salvini.

Este, que havia proibido navios de migrantes e embarcações das ONGs de entrarem nas águas territoriais italianas. O navio informou às autoridades que já haviam passado 24 horas da declaração de “estado de necessidade”, e por isso, tentou às 14h:16 um desembarque forçoso no porto.

A cerca de uma milha de terra firme, o navio foi intimado a desligar seus motores, e Matteo Salvini exigira que os migrantes fossem levados para a Alemanha, base da ONG. Ou mesmo para a Holanda, onde a embarcação está registrada.

Indo de encontro com a decisão de Salvini, um grupo de parlamentares subiu ao navio e afirmou que ficará a bordo até que o primeiro ministro “acabe com essa crueldade” e permita que a embarcação ingresse aos portos.

A alemã, Carola Rackete, declara “Não se brinca com a vida das pessoas, os 42 migrantes precisam de um porto seguro. Vamos ver o que acontece, mas nos prometeram uma solução rápida”. Ela é a capitã do Sea Watch 3.

EM NÚMEROS, A ITÁLIA JÁ RECEBEU MUITOS MIGRANTES?

Ainda que pareça muito, a Itália ainda não recebeu muitos migrantes em seu território. São cerca de 294 mil refugiados até o presente momento, 0,48% da população local. Frente aos 1,4 milhão de refugiados que a Alemanha acolhe, que somam 1,73% da população total.

A Holanda também já acolheu mais refugiados que a Itália, em porcentagem, alcançando o número de 0,66% de seu total em habitantes.

Essas informações veem da ACNUR, ou Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. De certo, o que vemos na Itália é um embate muito sério. A mais valia da vida dos cidadãos nativos, frente aos migrantes em necessidade é algo que gera diversos debates éticos.

Para você, qual seria a medida mais funcional, frente a essa situação do navio de migrantes, quer seja para a Itália e para os refugiados da situação que beira a guerra civil na Líbia?

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